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Um peixe muito diferente foi encontrado nesse final de semana pela Embarcação Side na baía de Guaratuba.



Conselheiro Jeferson Jagonel exibe o maior robalo peva que já pegou na vida.
Mais de 3,500 kg


Pesca ao Robalo - Janeiro 2010

Luiz Augusto Lima - recorde robalo flecha na baia de Guaratuba

Gabriel Maciel - um belo exemplo a seguir, o qual o ICG parabeniza



Barco irregular põe passageiros em risco

Proprietários de embarcações devem seguir normas da Capitania dos Portos referentes a equipamentos e capacidade máxima



Matinhos - A editora Raquel Baldissera, 24 anos, passou por um susto no início deste ano. Ela ia de Guaraqueçaba a Paranaguá em uma embarcação que navegava com lotação acima da capacidade – imprudência que, por pouco, não terminou em acidente. "Quando estávamos quase chegando, muitas pessoas foram levadas para outro barco, porque estava muito perigoso. Cabiam 100 passageiros, mas o barco tinha 150", recorda.
Para coibir situações como essa, a Capitania dos Portos estabelece uma série de normas de segurança. As regras e itens obrigatórios variam de acordo com as características da embarcação e o local da navegação. Neste verão, com dois terços da temporada transcorrida, a capitania registrou sete acidentes com embarcações, com três mortes por afogamento. Em toda a temporada anterior, foram 13 acidentes, com duas mortes.

Em águas seguras
Veja quais itens são obrigatórios. Em todos os casos o condutor deve ter habilitação específica.
Barcos pequenos (comprimento inferior a cinco metros)
– Coletes salva-vidas.
– Luzes de navegação noturna.
Barcos médios (comprimento inferior a 24 metros) e iates
– Âncora.
– Artefatos pirotécnicos.
– Boias salva-vidas.
– Coletes salva-vidas.
– Extintores de incêndio.
– Kit de primeiros-socorros.
– Luzes de navegação noturna.
– Radiocomunicadores.
Barcos de travessias (como balsas e ferryboats)
– Coletes salva-vidas.
– Boias salva-vidas.
– Bancos para todos os passageiros.
– Luzes de navegação noturna.
Barcos menores e que trafegam nas proximidades da costa, como os de pesca, precisam somente de coletes salva-vidas e luzes para navegação noturna. Já embarcações maiores e que fazem viagens mais distantes, como iates, também devem dispor de equipamentos como radiocomunicadores e sinalizadores. No caso de embarcações de travessia, como a qual viajava Raquel, além dos itens anteriores, tem que haver assentos em local seguro para todos os passageiros.
O administrador de empresas e sócio do Iate Clube de Guaratuba Gilberto Antonietto possui um barco de porte médio e está sempre atento às exigências. "Gasto bastante, mas é necessário e importante para minha segurança", ressalta.

Acidentes
O chefe do Departamento de Segurança do Tráfego Aquaviário da Capitania dos Portos do Paraná, comandante Avelino de Freitas, lista as principais causas de acidentes. "Nas embarcações de transporte, a infração mais recorrente é o excesso de passageiros. Em relação aos barcos de pesca e recreio, os casos mais frequentes são de falta de documentação e coletes salva-vidas", informa. Quem é flagrado em situação irregular é notificado e deve justificar o ato perante a capitania. Se a defesa não for aceita, o infrator está sujeito à multa e apreensão da embarcação.

Serviço
Denúncias sobre irregularidades de embarcações podem ser feitas diretamente à Capitania dos Portos pelo telefone (41) 3420-1562 . A relação dos itens obrigatórios nas embarcações consta no site da capitania, http://www.mar.mil.br/cppr , no link Normas da DCP.

Governo já fez 122 abordagens para coibir a pesca predatória no Litoral

O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e a Policia Ambiental – Força Verde já realizaram 122 abordagens para coibir a pesca predatória no Litoral paranaense, durante esta temporada de verão. A primeira fase do trabalho envolve a orientação e notificação dos pescadores amadores e profissionais - encontrados em alto mar e nas baías: de Guaratuba, Paranaguá, Antonina e Guaraqueçaba.

Apenas na última Operação, realizada no dia 4 de fevereiro na região Sul da costa Litorânea – que abrange os municípios de Matinhos, Guaratuba e Pontal do Paraná - foram abordadas 16 embarcações e seis redes que estavam sendo utilizadas para o arrasto de camarão foram aprendidas. A pesca estava sendo realizada a menos de uma milha da costa, o que é proibido pela legislação. Nas fiscalizações são verificadas as licenças de pesca e a licença da embarcação.

“Das 122 abordagens que realizamos notificamos somente 10% dos casos, pois o objetivo não é apreender e multar os pescadores, e sim de conscientizá-los. Preservando o ecossistema marinho, eles estarão garantindo a sustentabilidade da atividade pesqueira”, declarou o secretário Rasca Rodrigues.

O presidente do IAP, Vitor Hugo Burko, disse que neste período os órgãos ambientais intensificam a fiscalização para garantir a proteção dos ecossistemas aquáticos – utilizando barcos, automóveis e até mesmo aeronaves.

“O estuário lagunar está tendo atenção especial do IAP e da polícia ambiental por se tratar do berço de reprodução das espécies marinhas”, afirmou Burko.

O coronel Sérgio Filardo, comandante da Polícia Ambiental Força Verde, lembrou que as blitzes de fiscalização garantiram, na última temporada, uma redução em 90 % das atividades ilegais cometidas por pescadores amadores e profissionais.

Operação aérea e aquática - Além da fiscalização aquática, a Força Verde tem feito monitoramentos da Costa com o apoio de helicópteros. De acordo como tenente Álvaro Gruntowski, responsável pelas fiscalizações, as aeronaves tornam o trabalho 100% eficaz.

“É muito mais abrangente e permite a identificação de todos os pescadores que estão atuando dentro da milha proibida. Quando utilizamos apenas os barcos, muitos conseguem fugir, o que não ocorre com o apoio de helicópteros”, destacou o tenente.

Segundo ele, apenas em uma das operações de fiscalização aérea-aquática foram identificados nove barcos de pesca praticando o arrasto do camarão. Os barcos são fotografados e os proprietários localizados. Neste caso, três deles foram identificados como moradores da Ilha de Superagui, um de Guaratuba e dois de Matinhos. Os policiais fazem todo o registro fotográfico da operação, utilizado para comprovar o crime ambiental.

“Em duas semanas localizamos e autuamos seis destas embarcações, pois é necessário esperar o retorno dos pescadores para que a notificação seja feita no continente”, mencionou.

O tenente Álvaro lembrou que o trabalho de fiscalização no Litoral é diferenciado dos municípios do interior do estado, onde a pesca é fiscalizada nos rios. “A legislação para a pesca em rios é uma só, pois o período de defeso proíbe a pesca de todas as espécies. Já na região litorânea, são portarias e resoluções específicas para cada tipo de peixe, região e período de reprodução. É impossível para o pescador ter conhecimento de cada uma delas, por isso fazemos um trabalho de orientação antes de autuar”, destacou o tenente da Força Verde, Álvaro Gruntowski.

O que diz a lei

A legislação ambiental proíbe a pesca de algumas espécies para proteger a fauna marinha nos períodos em que acontece a reprodução dos animais. Além disso, o IAP aconselha os veranistas a ficarem atentos a legislação que determina tamanho mínimo para captura de algumas espécies.

O camarão sete-barbas, por exemplo, está no seu período de defeso (reprodução), para pesca na Baía, mas é permitido somente a uma milha da costa. Já os caranguejos, do dia 1 de janeiro a 14 de março está liberada a captura e comercialização, sob as seguintes condições: apenas os animais machos e com mais de sete centímetros de carapaça (corpo) podem ser capturados e vendidos para consumo - isto porque o caranguejo demora de 7 a 8 anos para atingir a idade adulta.

Medidas mínimas permitidas para captura das espécies de peixes:
Anchova – 45 centímetros, Badejo – 30 centímetros, Cavala- 40 centímetros, Espada – 70 centímetros, Garoupa – 35 centímetros, Pescada – 30 centímetros, Pescada Amarela – 40 centímetros, Robalo Peva – 40 á 50 centímetros, Robalo Flecha – 60 á 70 centímetros, Mero – proibida a captura.

O policial da Força Verde que participa das equipes de fiscalização em parceria com o IAP, Jesse Barbosa Pedro, lembra que o descumprimento de qualquer uma das normas pode levar a multas que vão a partir de R$700,00 e mais R$20,00 por quilo apreendido. “Além disso, os materiais usados para a pesca são confiscados\", completou.

Através dos telefones 3213-4786 do Escritório Regional do IAP no Litoral e disque Força Verde é 0800-6430304 você pode obter maiores informações ou denunciar a pesca ilegal. Então fique atento e ajude a garantir a manutenção das espécies marinhas para as próximas gerações.

Fonte: Agência Estadual de Notíciashttp://www.aenoticias.pr.gov.br/modules/news/article.php?storyid=44558f

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