Governo
já fez 122 abordagens para coibir a pesca predatória
no Litoral
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e a Policia
Ambiental – Força Verde já realizaram
122 abordagens para coibir a pesca predatória
no Litoral paranaense, durante esta temporada de verão.
A primeira fase do trabalho envolve a orientação
e notificação dos pescadores amadores
e profissionais - encontrados em alto mar e nas baías:
de Guaratuba, Paranaguá, Antonina e Guaraqueçaba.
Apenas
na última Operação, realizada
no dia 4 de fevereiro na região Sul da costa
Litorânea – que abrange os municípios
de Matinhos, Guaratuba e Pontal do Paraná -
foram abordadas 16 embarcações e seis
redes que estavam sendo utilizadas para o arrasto
de camarão foram aprendidas. A pesca estava
sendo realizada a menos de uma milha da costa, o que
é proibido pela legislação. Nas
fiscalizações são verificadas
as licenças de pesca e a licença da
embarcação.
“Das
122 abordagens que realizamos notificamos somente
10% dos casos, pois o objetivo não é
apreender e multar os pescadores, e sim de conscientizá-los.
Preservando o ecossistema marinho, eles estarão
garantindo a sustentabilidade da atividade pesqueira”,
declarou o secretário Rasca Rodrigues.
O
presidente do IAP, Vitor Hugo Burko, disse que neste
período os órgãos ambientais
intensificam a fiscalização para garantir
a proteção dos ecossistemas aquáticos
– utilizando barcos, automóveis e até
mesmo aeronaves.
“O
estuário lagunar está tendo atenção
especial do IAP e da polícia ambiental por
se tratar do berço de reprodução
das espécies marinhas”, afirmou Burko.
O
coronel Sérgio Filardo, comandante da Polícia
Ambiental Força Verde, lembrou que as blitzes
de fiscalização garantiram, na última
temporada, uma redução em 90 % das atividades
ilegais cometidas por pescadores amadores e profissionais.
Operação
aérea e aquática - Além da fiscalização
aquática, a Força Verde tem feito monitoramentos
da Costa com o apoio de helicópteros. De acordo
como tenente Álvaro Gruntowski, responsável
pelas fiscalizações, as aeronaves tornam
o trabalho 100% eficaz.
“É
muito mais abrangente e permite a identificação
de todos os pescadores que estão atuando dentro
da milha proibida. Quando utilizamos apenas os barcos,
muitos conseguem fugir, o que não ocorre com
o apoio de helicópteros”, destacou o
tenente.
Segundo
ele, apenas em uma das operações de
fiscalização aérea-aquática
foram identificados nove barcos de pesca praticando
o arrasto do camarão. Os barcos são
fotografados e os proprietários localizados.
Neste caso, três deles foram identificados como
moradores da Ilha de Superagui, um de Guaratuba e
dois de Matinhos. Os policiais fazem todo o registro
fotográfico da operação, utilizado
para comprovar o crime ambiental.
“Em
duas semanas localizamos e autuamos seis destas embarcações,
pois é necessário esperar o retorno
dos pescadores para que a notificação
seja feita no continente”, mencionou.
O
tenente Álvaro lembrou que o trabalho de fiscalização
no Litoral é diferenciado dos municípios
do interior do estado, onde a pesca é fiscalizada
nos rios. “A legislação para a
pesca em rios é uma só, pois o período
de defeso proíbe a pesca de todas as espécies.
Já na região litorânea, são
portarias e resoluções específicas
para cada tipo de peixe, região e período
de reprodução. É impossível
para o pescador ter conhecimento de cada uma delas,
por isso fazemos um trabalho de orientação
antes de autuar”, destacou o tenente da Força
Verde, Álvaro Gruntowski.
O
que diz a lei
A
legislação ambiental proíbe a
pesca de algumas espécies para proteger a fauna
marinha nos períodos em que acontece a reprodução
dos animais. Além disso, o IAP aconselha os
veranistas a ficarem atentos a legislação
que determina tamanho mínimo para captura de
algumas espécies.
O
camarão sete-barbas, por exemplo, está
no seu período de defeso (reprodução),
para pesca na Baía, mas é permitido
somente a uma milha da costa. Já os caranguejos,
do dia 1 de janeiro a 14 de março está
liberada a captura e comercialização,
sob as seguintes condições: apenas os
animais machos e com mais de sete centímetros
de carapaça (corpo) podem ser capturados e
vendidos para consumo - isto porque o caranguejo demora
de 7 a 8 anos para atingir a idade adulta.
Medidas
mínimas permitidas para captura das espécies
de peixes:
Anchova – 45 centímetros, Badejo –
30 centímetros, Cavala- 40 centímetros,
Espada – 70 centímetros, Garoupa –
35 centímetros, Pescada – 30 centímetros,
Pescada Amarela – 40 centímetros, Robalo
Peva – 40 á 50 centímetros, Robalo
Flecha – 60 á 70 centímetros,
Mero – proibida a captura.
O
policial da Força Verde que participa das equipes
de fiscalização em parceria com o IAP,
Jesse Barbosa Pedro, lembra que o descumprimento de
qualquer uma das normas pode levar a multas que vão
a partir de R$700,00 e mais R$20,00 por quilo apreendido.
“Além disso, os materiais usados para
a pesca são confiscados\", completou.
Através
dos telefones 3213-4786 do Escritório Regional
do IAP no Litoral e disque Força Verde é
0800-6430304 você pode obter maiores informações
ou denunciar a pesca ilegal. Então fique atento
e ajude a garantir a manutenção das
espécies marinhas para as próximas gerações.
Fonte:
Agência Estadual de Notíciashttp://www.aenoticias.pr.gov.br/modules/news/article.php?storyid=44558f